Mostrando postagens com marcador Virginia Woolf. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Virginia Woolf. Mostrar todas as postagens

domingo, 2 de setembro de 2012

Surtando com Mrs. Dalloway #3: Homossexualidade

Apesar de Mrs. Dalloway ter sido escrito em 1925 e Virginia Woolf ter nascido em 1882, a homossexualidade é tratada com naturalidade, assim como deve ser, o que demonstra que Virginia estava muito a frente de seu tempo. Tentei juntar aqui, os trechos que consegui me lembrar que demonstram essa naturalidade.

Septimus não sente atração ou amor por sua esposa, isso causa pânico e ele culpa o mundo por isso.
“O medo tomou conta dele – ele não podia sentir. Ele podia ser racional, podia ler Dante, por exemplo, muito facilmente [...], seu cérebro era perfeito, deve ser culpa do mundo então - que ele não sinta.”

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Surtando com Mrs. Dalloway #2: Septimus x Clarissa


Como já foi dito, algo une as consciências de Septimus Warren Smith e Clarissa Dalloway, algumas dessas coisas estão listadas e explicadas abaixo:

“Não mais temas o calor do sol.” – sobrevivência x morte

Os dois são assombrados por esse trecho de Cymbeline de Shakespeare, mas ele afeta cada um de maneira diferente. Para Clarissa a frase é reconfortante, uma maneira de se conectar com o mundo, o que a torna uma sobrevivente. Para Septimus, esse conectar com o mundo é algo ruim, traz horror ansiedade e loucura e assim, para o ponto de vista social, ele falha como sobrevivente. Mas para ele, por tudo que ele sentia e pensava, é um vencedor, ele conseguiu se livrar da natureza humana.
“Uma vez que você cai, Septimus repetia para si mesmo, a natureza humana está em você.”

domingo, 26 de agosto de 2012

Surtando com Mrs. Dalloway #1

Os personagens que Virginia Woolf imagina e cria são reflexões de sua própria busca por si mesma, é através de sua escrita que ela se entende, que se liberta. A escrita para ela é uma terapia, e é através dela que mantém o senso de proporção, a diferença entre real e imaginário, sanidade e insanidade, vida e morte. “É escrevendo que consigo minhas proporções”, Virginia escreveu em seu diário, demonstrando que escrever é seu jeito de derrotar a loucura, que ela descreve através de Bradshaw como “não ter um senso de proporção”.


Virginia desconstrói  gênero em seus personagens, há uma certa androginia no pensamento deles.  Como ela disse em A Room of One’s Own:  
“É fatal ser um homem ou mulher puro e simples; deve-se ser uma mulher masculinamente ou um homem femininamente [...] Uma colaboração deve acontecer entre a mente da mulher e do homem para que a arte da criação possa acontecer. Um casamento de opostos tem que acontecer.”

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Quem Tem Medo de Virginia Woolf?

Não é um post sobre a peça do Albee, Quem Tem Medo de Virginia Woolf?, e nem sobre o filme homônimo de 1966, que nada tem a ver com Virginia. Ele é de fato, sobre ela.

 Por alguma razão, me encontrei fascinada com suas cartas de suicídio. É estranho achar um suicídio bonito, ainda mais de alguém tão brilhante quanto ela, mas é assim que eu o vejo, como algo belo.


 Virginia se matou em 28 de Março de 1941 aos 59 anos, depois de um colapso nervoso, ela encheu os bolsos de pedras e entrou no Rio Ouse, afogando-se. Até agora não deve estar fazendo sentido eu acha-lo lindo, mas ela escreveu algumas cartas e é delas, principalmente as para o seu marido, Leonard, que eu tiro a beleza da morte.